Espiritualidade não é espiritismo.
- Suô

- 1 de dez. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 2 de dez. de 2021
"Transformamos a espiritualidade em um projeto a ser realizado, programamos nossas mentes para as competências quando na verdade a mente é sobre a intenção e presença".
E como ocidentais dos afazeres, fomos criando mais e mais afazeres, mas agora espirituais.
E fomos para a yoga, para a meditação, quântica se tornou um termo espiritual ao invés da ciência védica ser finalmente revelada a todos, e com ela unida ao OM criaram todos os galhos de uma árvore que agora mais parece ser feita de plástico americano mesmo.
Sem Prana.
Sem VIDA.
Mas lotada de 'afazeres'.
Mas será que a vida do hindu, seja ele da grande cidade ou da pequena vila, tem todos esses 'afazeres' espiritualizantes do ocidente? Como seria a vida do dia a dia, as escolhas, as prioridades, porque a vida precisa ser feita delas, porque é curta. Porque eles tem os procedimentos, os rituais, os 360 000 000 de deuses para adorar?
A diferença é que é uma terra de buscadores da verdade interna, enquanto aqui somos buscadores das satisfações externas. OPOSTOS, como sempre digo.
Uma coisa é viver para fora, e outra é viver pra si mesmo. Nem compreendemos o que é viver para SI mesmo, de tão distantes que estão os dois 'eus' o do povo hindu e o do povo ocidental.
É complicado encontrar o caminho da vida em meio a essa árvore plástica yoga journal, falsos mestres à disposição na net e ainda sem o discernimento que serve para ver que um jovem brasileiro, sem nenhuma experiência nem de vida e nem de Índia seja capaz de compreender coisas como karma, dharma, kama, moksha.. não é assim que funciona, pelo contrário, assim é como não funciona.
Dentro do ocidental existe um universo conceitualizado, que traduz TERMOS E CONCEITOS como se fossem palavras de uma mesma cultura, e assim a mentira se constrói. Como disse meu aluno: - um maya dentro do maya.. e muitas camadas da cebola, de falsidades, até se chegar ao centro do conhecimento, que infelizmente e logicamente, só pode ser adquirido lá mesmo, com Hindus, e como eles aprendem, ou seja, perguntando e questionando.
Assim, se não se pode aprender em Harvard sem frequentar Harvard e $$pagar$$ por Harvard porque seria possível aprender ciência védica sem frequentar a Índia e os mestres verdadeiros? #discernimento
Você não descobre o propósito primeiro da existência porque:
1) Vive de fora pra dentro, e não de dentro para fora.
2) Procura uma carreira, ao invés de escolher um oficio.
3) Não tem conforto no silêncio, sendo sua mente sua pior inimiga.
4) Não lida com seu lado sombrio porque se pensa o que será aceito no céu.
5) Ignora que você não é seu pensamento nem mesmo sua mente consciente.
6) Você quer saber o que não quer aprender e aprender leva tempo, como em Harvard.
só que lá é a mesma escola da crença em harvard e não a escola hindu do questionamento do mestre e de si mesmo.
Tornar-se um buscador interno é fácil, mas entender-se como quem não sabe nada, como quem aprendeu tudo errado, como quem foi enganado pela escola e seus nomes de santo e começar de novo, como aos 7 anos e aquelas perguntas: Por que que isso é assim? Quem sou eu? Quem serei eu amanha? Pra que existe a vida? Por que não me deram respostas?Alguém as sabe?
É assim o buscador, e a mente do buscador não é sua inimiga, ela é sua aliada na curiosidade interna, que move Bharat, nossa Índia.






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